Reparem os excelentíssimos leitores deste blog no "banner" do
BarnabÉ (leia-se
BE).
Quem não se quisesse perceber
quem verdadeiramente exerce(u) pressão sobre o PR terá aqui uma boa indicação - isto além dos "outdoors" (na rua ainda antes da decisão) exigindo eleições com o argumento que só assim se faria a vontade do povo.
Agora, depois da decisão tomada vir criar mau-ambiente para reiterar uma posição - derrotada - que todos conhecem, não acarretando a decisão do PR mostra-nos de novo como funcionam as engrenagens de uma certa esquerda: muito democratas, a bradarem pela voz do povo sempre que lhes convém, fazem-se esquecidos de que existe uma constituição e de que existem leis para se cumprir. Se a constituição consagra ao presidente a voz de decidir o que decidiu, bem... não preciso de lembrar quem votou a favor dela (a esquerda, entenda-se).
Se acham que "outros decidem por ti" isto deviam lembrar-se que às vezes ninguém decide. Nomeadamente, entre eleições legislativas, porque só se decide de 4 em 4 anos. Ora como a maioria na AR entendeu continuar, não havia razão para interromper a legislatura. Assim aliás o confirmou o PR.
Mas não! Vamos berrar, que hão-de nos ouvir e acham graça os que não gostam do PSD ou do Santana. Ou do Portas, mafarrico!
Tirando assim partido dos que não entendem que a decisão é legítima, acertada aliás, e que acham piada a que haja alguém a berrar pelo que "é fixe", vão se ganhando uns votitos.
Assim as pessoas nunca vão entender que votam nos partidos com as suas listas de deputados e que, uma vez formada a AR, estes elegem um governo. Isto quando o BE se batia, nas últimas legislativas, para que as pessoas entendessem isso mesmo.
Em que ficamos? Não podiam aproveitar para dizer isso mesmo às pessoas e alertá-las para o engano em que , certamernte muitas, caem?
Pois, agora já não "dá tanto jeito". Antes aproveitam-se para demagógicamente tentarem ganhar uns votos. O problema é que se calhar resulta...
Mais do mesmo enfim.
"O que é que tem o Barnabé que é diferente dos outros?"
Depende. Mas o que importa é ser diferente, não é?
Micha