Porque a memória não pode esquecer
Faz hoje 61 anos que falhou o mais proeminente atentado a Hitler. Engendrado por Claus Graf von Stauffenberg (que o executou, aliás), pelo General Ludwig Beck (ex-chefe de gabinete do Führer) e Carl Friedrich Goerdeler (ex-Burgomestre de Leipzig) o plano Walküre acabaria por falhar devido a uma mesa demasiado maciça.
O plano consistia em matar Hitler e, aproveitando a confusão gerada, culpar altos membros do partido bem como das restantes organizações do estado Nazi (GeStaPo, SS, SD e a Wehrmacht) aproveitando o pretexto para passar o executivo para as forças de reserva do exército, que os conspiradores dominavam. Stauffenberg aproveitou o acesso que tinha às reuniões de estado-maior para o plano em marcha a 20 de Julho de 1944 (o plano havia sido adiado por 2 vezes). O 'Graf' (qualquer coisa como conde) tinha sido ferido no Norte de África e já só tinha 3 dedos numa mão, pelo que necessitava dum alicate especial para armar a bomba que pretendia plantar junto do ditador. Tragicamente a reunião foi adiantada e apenas restou tempo para armar um dos dois detonadores. Além do mais, devido ao calor a reunião tomou lugar numa barraca exterior e não no Buker, o que atenuaria o efeito da explosão. Por fim (porque é que nestas histórias um mal nunca vem só?) a perna da mesa junta à qual a bomba foi depositada teria atenuado ainda mais o efeito da explosão. Resultado: 4 mortos, e Hitler sem mais que uns arranhões.
Stauffenberg, no entanto, ficara convencido do sucesso e arrancou Walküre pelas 15:00 (mais de duas horas após o atentado). O plano morre com um discurso do Führer por volta das 22:30.
Os cabecilhas seriam executados pelas 00:15.
As famílias dos conspiradores foram internadas em campos de concentração, e havia de planos de dar as crianças a famílias 'leais'. Até ao fim da guerra passariam a viver num lar, sobre nomes diferentes.
Para que a memória não se esqueça, importa assinalar. Estes homens, como os da "Weisse Rose" (lembras-te Diogo?) seriam a prova que na Alemanha havia oposição ao regime.
Micha


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